A voz do adepto leonino - "Não sei quem quero mas sei quem não quero"


“No dia 23 de Março voltamos às urnas.
Para os que acordaram agora, pensar nos últimos dois presidentes do Sporting é um pesadelo. Para os que acordaram há mais tempo, olhar para a gestão dos últimos 15 anos é uma tortura.
Abordar os últimos dois anos e fazer-lhes uma análise é mais do que suficiente para que todos vão a Alvalade mais conscientes do que da última vez. Mais prevenidos. Melhor preparados. Não que ache que a maioria das pessoas não o foi, porque os resultados das últimas eleições não refletem a vontade da maioria mas não foi o suficiente.
Os sócios quiseram Duque e Freitas, mesmo sem olhar a números e perceber que este último já gastou mais de 100M€ ao Sporting e trouxe de retorno menos de 5M€.

Acreditaram na montagem de uma equipa mesmo sem ver que continuou a faltar o essencial ao Sporting:
Uma base.
Uma estrutura.
Aguentaram o despedimento do Domingos e caíram na populista contratação de Sá Pinto para treinador. Entusiasmaram-se com o bom desempenho na Liga Europa e confiaram na renovação do Sá Pinto mesmo antes de jogar a final da Taça.

Depois, quando o barro bateu na parede, desiludiram-se.
Se não havia estrutura, com a saída de Freitas e Duque tudo deixou de fazer sentido. O projecto não falhou uma nem duas vezes, mas continuou. Um mês com o Oceano a interino, nem um par de meses com o Vercauteren, o Godinho tomou conta do futebol, contratou Jesualdo para "treinador dos treinadores", deixou de tomar conta do futebol, o Jesualdo passou a treinador, mas continuou.
Para terminar em grande, um mercado de inverno para esquecer, com a troca de um jogador com um rival e falhas completamente amadoras no que diz respeito à contratação de um ponta-de-lança.
Uma "giga-joga" interminável, que fizeram dos adeptos do Sporting dignos de receber um Nobel da Paz por assistirem impávidos e serenos a toda esta novela mexicana traduzida para "godinhês".
Felizmente não continuou.
Pelo meio ainda houve mais! Sai Carlos Barbosa, o clube vê-se num imbróglio como não há memória com a situação de Pereira Cristóvão, troca-se de gabinete de comunicação, contratam-se amadores para cargos importantes e fazem-se aparições em público que pareciam querer demonstrar insanidade mental.
E podíamos ainda falar na história do design de interiores no túnel, do pavilhão fantasma e do complexo de Odivelas. Este parágrafo torna-se confuso?

Eu diria que é de loucos!
Estes dois anos, uma demonstração da bandalheira que já durava há mais treze, pareceram uma eternidade mesmo sem esmiuçar tudo o que se passou. Isto é suficiente.
Passámos por tudo isto a troco do quê?

Credibilidade, dizem os "defensores da causa".
E o que é a credibilidade afinal de contas? "Qualidade do que é confiável", diz o dicionário. Para mim a credibilidade ganha-se ao longo da vida e se nos dermos ao trabalho de pesquisar o passado de muitos destes ex-dirigentes, não encontramos motivos para a associação a essa palavra.
Muito pelo contrário. 
São credíveis porque sabem negociar, dizem alguns.

Mas se são escolhidos pelos bancos, negoceiam o quê?
Não sei em quem vou votar no próximo acto eleitoral, nem estou preocupado com isso.

Não vou votar em "credíveis", porque acredito que todos eles saibam negociar e fazer ver aos credores que precisamos deles como eles precisam da nossa existência e do nosso sucesso. Pois assim sairemos todos felizes.
Nós porque encurtamos a divida, eles porque recebem o dinheiro que lhes compete. 
Chega de votar num ciclo vicioso e mafioso. Votemos em projectos, em ideias e em pessoas que se interessem por dar o melhor pelo nosso clube. Sangue novo.
Não sei quem quero, mas sei quem não quero: Não quero voltar a ter uma única ligação às pessoas que há mais de 15 anos contribuíram directa ou indirectamente para que o nosso clube se encontre agora à beira do abismo.

Uma última esperança para que estes últimos dois ou quatro anos tenham servido para abrir os olhos aos mais casmurros e aos mais cépticos acerca daquilo que dura há mais de uma década. Desta vez não há mesmo margem para falhar.
Aos candidatos só peço que a campanha seja feita com base no respeito e na troca de ideias, pois só assim poderão permitir que os sócios escolham o melhor para o futuro. 
Está nas nossas mãos.
Viva o Sporting!
Saudações Leoninas,
Rui M.”

3 comentários:

Anônimo disse...

O que tens a dizer do CAICEDO,estrela da equipe do Equador,que tú hamavas "flop", cai-tarde.
Vai dar banho Á MINHOCA

Anônimo disse...

Já chega de bater sempre no mesmo, o homem já se demitiu, já vamos ter eleições e todos nós sabemos que para ti só existe BDC, tudo o resto é lixo até podia vir O bil gates com milhoes que era lixo, os teus olhos estão tão cegos que só vêm BDC, até metes dó....Começa é a escrever de coisas mais importantes, isto é, se conseguires, que duvido, só escreves sobre o BRUNHINHO..... Não vales Nenhum, viva o Sporting, Amo-te Sporting... Por um Sporting sem complexos....

Anônimo disse...

A ser verdade o que Jorge Schnitzer referiu sobre quais os rostos por detrás do Fundo que detém a maioria dos passes das equipas do braga, fcp s SCP(Alex. Pinto da Costa, Jorge Mendes e António Salvador)está desvendado porque razão o SCP está há mais de um ano sem ter alternativa ao ÚNICO PL da equipa...Não permitindo a aquisição de concorrência a este frágil PL, o SCP não é ele próprio concorrente Á liga dos campeões.
Se o SCP não se tornar INDEPENDENTE destas manigâncias, não vale a pena acalentar esperança num futuro melhor! E não haverá Pedro ou Paulo que nos valha na presidência!
Rictemple