A voz do adepto leonino - "O palhaço"

Olá Sportinguista ! Depois do que tem acontecido com a arbitragem portuguesa, parece que voltaram a carga, decidi fazer este artigo. Se puderes publica. Obrigado.
Um abraço!
“Se pode-se fazer o bem fazendo mal? Claro!
Antigamente, não muito porque a minha escassa idade não o permite, o árbitro era isso mesmo, um árbitro. Era um ser apático e tímido que tentava ficar a margem de tudo que não fizesse parte das suas tarefas.
Julgar, sentenciar, avaliar, eram estas as suas tarefas. Tinha a obrigação de tomar estas decisões em segundos, o que fez desde cerdo sobressair a sua capacidade fora de comum de tomar decisões. O que por si só devia ser um motivo de respeito por parte dos outros seres humanos. Mas ao mesmo tempo, era com alguma estranheza que se via este ser correr humildemente atrás de uma bola de forma a actuar quando assim tivesse de ser. Chegava a ser doloroso vê-lo, para cima e para baixo com apito sempre na boca, pronto a actuar. Desde logo percebeu-se a sua importância para a modalidade. Arbitro, o juiz da partida. O senhor do apito. Era assim conhecido.
Mas, com o passar do tempo, este ser humilde, comovente, e apaixonado pela profissão, deixou de ser isto tudo e passou a ser um autêntico palhaço. Um palhaço que tem no apito a sua arma mais temível. Um palhaço que em concubinagem prega partidas capaz de levar qualquer um ao seu estado de sanidade mental quase nula. Um palhaço que sem pudor algum, rebaixa assim qualquer estádio de futebol à uma espécie de caravana de malabaristas. E chega a fazer de mim, um indivíduo que nem tão pouco gosta de circos, num apaixonado por essa malta de nariz vermelho. Um palhaço que já tem nos seus 3 amigos (contado, obviamente com aquele que levanta as placas) parceiros suficientes para as malandragens, mas mesmo assim ouve quem optasse por oferecer-lhe mais dois. O que fazem, ninguém sabe ao certo. Dizem que são palhaços de baliza. Um palhaço que tem acessórios de comunicação para comunicar com os amigos no decorrer do jogo. Também há quem queira dar-lhe televisões, para que possa errar menos. Não fosse errar ser algo comum entre os humanos.
Mas vejamos, hoje em dia os árbitros ou palhaços, como quiserem, são sujeitos qualificados, que entendem de futebol, bem colocados socialmente, com cargos dignos de ser desfilado na praça pública. Um árbitro, hoje, é um juiz, um advogado, um general. Um árbitro é inteligente, perspicaz, rígido e implacável. Se não é, devia ser.
Mas deixando-se engolir pela máfia em que se transformou o futebol, o árbitro é, como não podia deixar de ser, um mafioso. Ou seja, é um palhaço mafioso. O ser que outrora fora tímido, hoje é tudo menos isso. É um ser sedento de atenção, e com uma capacitação de prejuízo perturbante.
Perante dezenas ou milhares de pessoas, o palhaço ataca sem medo algum. Sem medo das consequências, que verdade seja dita não existem. O palhaço faz dos apitos e cartões as suas principais armas. Nunca ele, o palhaço, foi tão sedento de atenção como hoje. Nunca foi tão cobarde para não assumir os seus actos como hoje. Nunca foi tão doentio, perverso e faccioso como hoje. Nunca ele foi um palhaço mafioso como hoje.
O palhaço hoje falha premeditadamente. Falha porque lhe dá prazer. Falha porque lhe pedem. Falha porque deve um favor a alguém. Falha porque, depois será muito bem recompensado por isso. Falha, ainda, porque, há leite, porque há café, há luvas brancas, há apitos que não são dourados, mas são apitos. Enfim… Falha porque simplesmente errar é humano. Mesmo sendo ele, por vezes, um desumano infeliz.
O Palhaço é sócio do Benfica, Sporting, Arsenal, Porto, Marítimo, Guimarães, Barcelona, Flamengo, o palhaço é tudo, menos aquilo que lhe compete ser: Árbitro de futebol.
E uma coisa é certa, se um cronista apenas critica ao sabor da maré - como já ouvi por aí -um árbitro actua ao sabor do interesse. O importante é ganhar, não interessa como. O palhaço é uma urge de malandragem. É um devasso. Que por mais que possa infringir sairá sempre impune. Porque o palhaço é imune. Chega por vezes a fingir a bondade que não possui. Quando no fundo tem a sensibilidade para ver o mar a arder. Num português fácil, o palhaço ou árbitro é um: Cretino!
Carlos Ribeiro”

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