A voz do adepto leonino - "O que interessa é o futebol"

Mais um texto enviado para o email do blog, a rúbrica A Voz do Adepto Leonino tem sido um êxito, apelo a todos os que quiserem escrever um texto para o blog que não hesitem, enviem para scpatemorrer@gmail.com, em baixo partilho mais um texto agora enviado pelo amigo Gonçalo Vaz.
“Sejamos claros. O que interessa é o futebol.
Nasci em 1982 e se contarmos com esse ano o Sporting ganhou 3 campeonatos e no entanto em 28 anos nunca viveu uma crise tão grave.
Acontece que apesar do fraco palmarés, em termos exibicionais, tirando alguns anos menos conseguidos, o Sporting nunca foi tão pouco consistente como agora.
José Eduardo Bettencourt foi um presidente sem carisma, sem coerência e sem conhecimento desportivo.
Fez-se rodear das pessoas erradas, que tomaram decisões erradas.
Seguiu um rumo pouco esclarecido, preocupado com os resultados financeiros, esquecendo que estes são indissociáveis dos resultados desportivos.
Afastou os adeptos do clube, fomentou na comunicação social a ideia de que o Sporting é um clube menor comparado com os 2 rivais, a ideia de ser o terceiro.
Fomentou-se a ideia para os adversários que é fácil vencer o Sporting e para o plantel que é muito difícil ganhar.
Um bom presidente é um presidente forte. Deve ser um líder nato. Uma força de pressão positiva.
José Eduardo Bettencourt mostrou quem era quando tomou posse. Cantarolou em saltos simiescos, num misto de líder de claque e menino de coro. A mim fez-me enterrar a cara nas mãos, aos líderes rivais soltar uma alegre gargalhada.
For ever (Paulo Bento) não é ninguém. Nem o Alex Fergunson quando o Manchester United deixar de ganhar.
Paulo Bento tinha de sair. Não porque fosse mau mas porque era teimoso e o seu jogo previsível. Não tinha bom plantel mas não era tão mau como o actual (perdoem-me mas não consigo escrever actual sem C).
Paulo Sérgio não é treinador para o Sporting. Foi uma escolha económica, assumindo-se que era preferível pagar pouco para depois pagarem-se indemnizações por rescisão. O pior é que até o Carvalhal era melhor. E se se havia assumido que este não seria o treinador para a presente época, deveria ter sido contratado um treinador mais virtuoso. Uma vez mais, é impossível pensar finanças sem vitórias em campo.
Bons jogadores e bons treinadores além de poderem dar melhores resultados ao clube, levam pessoas ao estádio.
Schmeichel não era novo quando veio para o Sporting mas era uma grande figura. Figura de topo. Se jogava pelo Sporting, o Sporting era um grande clube. Como o João Pinto, como o Amunike, como os búlgaros, como o seria o Izmailov se alguém tem resolvido o seu problema como deve ser. Como o Trezeguet se não o tivéssemos perdido por meia dúzia de euros para esse colosso do futebol que é o Hercules. Como era o Liedson. Figuras que enchem estádios, atraem miúdos e fazem tremer os adversários.
Criar jogadores é óptimo, mas não chega. Figos, Ronaldos e Nanis eventualmente saiem e o investimento que se faz com o dinheiro que entra tem de estar à altura da perda. Deve pagar ordenados e outras despesas mas deve servir também para construir uma equipa vencedora.
Vive-se uma crise grave o que não é necessariamente mau.
Pode inclusivamente ser o melhor que podia acontecer ao Sporting se o vencedor das eleições conseguir dar um novo rumo ao clube.
Um rumo que de uma vez se distancie das figuras de sempre, de sportinguistas presumidos, sanguessugas ignorantes.
Que esclareça de uma vez a hierarquia do clube e o devolva aos sócios.
Se conseguir ser a voz dominante calando as vozes nobliáticas, betinhos de olhos azuis e gravata verde, que nunca ajudaram o Sporting.
Dia 26 veremos…
Gonçalo Vaz”

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