Infelizmente, tudo parece levar a crer, pois
este cenário de falência técnica associado ao crescente aumento do passivo
nesta época desportiva, levou ao anúncio nos media, por parte de Nobre Guedes
(Diário Económico) de existir vontade de fazer uma nova reestruturação
financeira e de capital no primeiro trimestre de 2012.
A última realizada foi entre Dezembro de 2010 e
Janeiro de 2011 que se consubstanciou numa redução de capital social seguida de
um aumento onde o Sporting CP + Sporting SGPS (detida a 100% pelo Sporting
Clube de Portugal) ficaram detentores de cerca de 89% das acções da Sporting
SAD.
Mas a esta operação seguiu-se a emissão de €
55.000.000 de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis em acções da
sociedade (VMOC) com prazo máximo de 5 anos, mas podendo ser convertida ao fim
de 2 anos, ou seja 2013.
Desta subscrição apenas 0,3% foi subscrito pelo
público em geral ficando os bancos que acompanharam esta operação com os restantes
99,7% repartidas 50% BES e 50% Millenium BCP.
No final da operação quando existir a reversão,
o Sporting CP + Sporting SGPS passarão a deter apenas 37% de acções da Sporting
SAD, caso não efectue, na altura, um aumento de capital ou exerça o seu direito
de compra, o que se verifica muito difícil perante o agravamento continuo da
divida.
Assim, se a estratégia que é previsível se
mantiver e ocorrer um aumento de capital, não se prevendo a capacidade
financeira de o Sporting o subscrever, o que vai acontecer é que os 89% que
detemos actualmente na SAD vão diminuir. Isto significará que após a reversão
das VMOCs, o Sporting além de perder a maioria da SAD, ficará com menos do que
os 37% que já derivavam dessa operação.
Mais ainda. Parece que o Estádio, direito de
superfície do Estádio e o naming do Estádio também estarão a ser preparados
para deixar de estar sob o controlo do Sporting Clube de Portugal, mas de
servirem de moeda de troca para tentar, durante apenas um curto período de
tempo, resolver pontualmente esta politica financeira que tem sido levada a
cabo esta época e que levou o Sporting de uma situação de falência técnica para
uma situação eminente de falência."
A somar a tudo isto, neste décimo sexto ano de
“Era Roquette”, temos receitas de publicidade e direitos televisivos
antecipadas e já esturradas, receitas de vendas de gameboxes empenhadas,
antecipadas e também já esturradas, passes dos jogadores alienados, resultados
desoladores, dificuldades de tesouraria, e consta que já há ordenados em
atraso.
Em termos de sócios efectivos com as quotas em
dia, não chegam aos 20mil. Saíram e deixaram de pagar quotas mais de 50mil.
Mas neste Sporting da Era Roquette ninguém é
culpado. A impunidade é total.
Preparam-se então para matar de vez o Sporting,
depois de intencionalmente terem morto a paixão e o fervor Sportinguista e
terem dizimado os sócios e adeptos.
Vestem o fato de caixeiros-viajantes e é vê-los
de feira em feira como vendedores de banha-da-cobra a tentar impingir o
Sporting a um qualquer investidor.
Mas mesmo depois de tudo isto, depois de tudo o
que fizeram ao Sporting e aos Sportinguistas, como se pode ler na entrevista ao
Expresso de Godinho Lopes, não se querem ir embora.
“…mas imagine que entra um investidor e diz:
"Eu só entro se você ficar quatro
anos", por exemplo. Nessa altura, claro que vai ter de haver eleições,
porque eu só tenho dois anos e meio…”
Estão agarrados como lapas.
Primeiro, para que nunca se saiba a verdade.
Depois, para que possam continuar a enganar, desta vez, um qualquer Sheik ou
Mustafá menos avisado.
Epílogo
Haveria muito mais a dizer. Haveria muitas mais
situações de compadrio, aliciamentos, manipulações, perseguições, conflito de
interesses, comissões, indemnizações, conluio, negligência, incompetência,
gestão danosa, gestão criminosa, negociatas, etc.
Como facilmente se percebe, esta casta, esta
seita, estes dirigentes, mataram o Sporting.
E mataram-no em todas as vertentes:
- Vertente Institucional
- Vertente Social
- Vertente Desportiva
- Vertente Financeira
Chacinaram o Clube e chacinaram os
Sportinguistas.
Como se pode constatar, ao longo desta Dinastia
tenebrosa que tomou o Sporting de assalto há 16 anos, existe um factor que é
por demais evidente, que é gritante, e que não deixa quaisquer espécie de
dúvidas.
É a ausência TOTAL e COMPLETA de Sportinguismo.
Estes dirigentes NÃO são do Sporting. Não são
Sportinguistas.
Na verdade, nunca o foram.
O seu desempenho, as suas atitudes, a sua forma
de estar, as posições que tomam, os compromissos que assumem, o discurso que
têm, são inequívocos.
Não conhecem o Sporting.
Não sabem nada do Sporting.
Desconhecem por completo a História do Sporting.
Não sentem o Sporting.
Não vivem o Sporting.
Mesmo o próprio Bettencourt, que se dizia que
vinha da bancada e que sentia e vivia o Clube, foi a lástima que se viu, e ao
longo das responsabilidades que teve no Sporting, logo esqueceu o Sportinguismo
e se colocou ao serviço do polvo, da máfia que controla o Clube e não teve o
menor pejo em assumir a missão que lhe estava incumbida e tomar todas as
atitudes de lesa-Sporting que lhe foram solicitadas.
Esta oligarquia, esta cleptocracia, tem, no
máximo, uma leve simpatia, que obviamente não lhes tira o sono.
Disseram-lhes um dia, que eram sportinguistas,
embora eles nunca o tenham sentido.
Para eles, ser do Sporting é um hobby, é uma
distracção, é assim uma coisa.
Estão para o Sporting da mesma maneira que o
larápio está para a carteira que acabou de surripiar. Deixa lá ver quanto é que
lá tem. Se tiver muito, porreiro. Se não tiver nada, que se lixe. Daqui a
bocado roubo outra.
Dizer a um Sportinguista, que do seu Clube
também é, por exemplo, o Roquette ou o Godinho, é qualquer coisa de surreal, de
grotesco, de caricato, de obsceno.
Não seria justo, se a estes dirigentes canalhas,
não acrescentasse todos aqueles que têm permitido que este massacre seja
possível.
Trata-se dum fenómeno estranho, de carneirismo
doentio, de seguidismo cego, duma mentalidade obnóxia, rastejante, repelente.
Sem qualquer vergonha na cara, apoiam, aclamam e
submetem-se, e numa teatralidade mórbida, fazendo o jogo de quem os está a
extinguir e a exterminar, ainda pedem união e dizem desesperadamente “somos
todos do Sporting”, “somos todos Sportinguistas”.
NÃO, NÃO SOMOS! VOCÊS NÃO SÃO DO SPORTING!
VOCÊS TAMBÉM SÃO CULPADOS.
Mas não se pense que tudo está perdido.
Existem mais de 3 milhões de Sportinguistas
espalhados por todo o país.
Entre os que são sócios, desde que estes
galfarros tomaram o poder, mais de 50mil deixaram de pagar quotas e de
contribuir para quem os está matar.
Mas não deixaram de ser do Sporting.
Só voltarão quando estes coveiros saírem.
Eles, do que se sabe, em número de sócios não
são mais de 4mil.
Em número de adeptos, não se sabe, mas não é crível
que haja muitos Sportinguistas a defender esta carnificina.
Hoje, efectivamente, passados 16 anos de
pilhagem e devastação, o Sporting Clube de Portugal já não tem nada. Está tudo
nas mãos da SAD dos accionistas.
Com a perda da maioria na SAD, os sócios do
Sporting já não têm nada para decidir. Nem sequer serão ouvidos. O Sporting já
não é deles. É de quem tem a maioria da SAD.
Mas mesmo tendo-nos roubado tudo, há uma coisa
que eles nunca nos conseguirão roubar. Aquilo que eles não sabem o que é.
O SPORTINGUISMO.
Nunca conseguirão vencer.
Bettencourt teve 90% e caiu. Nem metade do
mandato conseguiu cumprir.
Nunca conseguirão governar o Sporting.
A esmagadora maioria dos Sportinguistas não está
com esta gente.
A esmagadora maioria dos Sportinguistas tem
vergonha desta gente.
São eles que estão a mais. São eles que têm de
sair. São eles que terão de ser expulsos.
Nem que tenhamos de recomeçar na distrital.
SEM TRÉGUAS, ATÉ AO FIM!